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Esfihas dos reis

Amo de paixão a culinária árabe: kibe, esfiha, coalhada… E assim, num dia de sábado, recebo uma sacola dos sonhos, cheia de delícias da Misk – Cozinha Libanesa de Tradição ((@misk.gastronomia). Não sabia nem por onde começar, ataquei as esfihas e, para minha grata surpresa, era uma massa elástica, fina, nem parecia que tinha fermento, carne com leve gostinho de canela, e apenas umas gotinhas de limão para felicidade.

Quibe do Misk – Cozinha Libanesa de Tradição

Misk – Cozinha Libanesa de Tradição, é um sonho do casal, o paulista Gustavo Letaif Gaeta, e a alagoana Tina Purcell. Achei a dupla audaciosa porque, em plena pandemia, abrir um negócio de comida do oriente médio por encomendas. Eles já faziam essas delícias para poucos amigos e, para nossa alegria, resolveram expandir o negócio com encomendas.

Esfihas com massa elástica, fina, simplesmente divina

“Quando iniciou o isolamento social, tivemos mais tempo para nos dedicarmos ao Misk e avisarmos aos amigos. Assim, a divulgação iniciou com o boca a boca e os pedidos foram aparecendo. O Misk não é restaurante, a equipe está resumida, apenas eu e ele, o que justifica atender apenas por encomenda. A produção sempre é diária, mantendo assim o frescor e a qualidade das preparações’, conta Tina.

Maravilhoso:

O segredo da esfiha leve é a fermentação correta da massa. “ Trabalhamos com fermentação longa, isso faz com que a massa seja mais leve e saborosa”, ressalta Gustavo.

Pão árabe com as pastas tradicionais: homus (grão de bico), coalhada e babaganuche (benrigela)

Pão Pita – É bom, com destaque para coalhada com pouca acidez e regada ao azeite. Pasta de homus (grão de bico) –  A melhor que eu já comi em Maceió.

Charutinho – Folha de uva com arroz e carne, leve e saboroso.

Tabule: grão de trigo integral com alface, tomate e pepino

O que é comida libanesa? Segundo a professora de gastronomia Tina Purcel, nos países árabes há muitas semelhanças na culinária entre Líbano, Síria, Turquia, Israel, Arábia Saudita, Irã, Iraque e até outros países do mediterrâneo como Grécia, Egito, Líbia e Tunísia. “Apesar de muitas diferenças de costumes e religião,  podemos dizer que a marca da cozinha árabe é trabalhar com produtos frescos”, diz a mestra.

Na culinária do Oriente Médio, temperos como: alho e cebola, salsinha, cebolinha e hortelã, especiarias como o zaatar, cardamomo, noz-moscada, canela tem assento cativo.

Kafta conquistou meu paladar com arroz sírio e vinagrete

História – Tina Purcell, além de chef e professora de gastronomia, também é jornalista, mas ela tomou o rumo das panelas e investiu na carreira acadêmica. Já o seu bem-amado, Gustavo, seguiu a culinária do oriente, é de berço, parte da família dele é libanesa. Assim, o paulista se criou no aroma da noz moscada, canela, hortelã, entre outros ingredientes.

“A culinária libanesa é a memória da família. Minha avó chegou ao Brasil aos quatro anos de idade, fugindo de uma guerra em 1926. Cresci com o melhor da cozinha dela. Minha mãe e muitas tias sendo excelentes cozinheiras, todo final de ano elas se juntavam e faziam um verdadeiro banquete. E isso é nosso: fartura e hospitalidade”, ressalta Gustavo.

Charutinho de folha de uva recheado com carne e arroz, e ao lado coalhada com azeite

Quando começou a cozinhar profissionalmente, Gustavo passou uma temporada no Restaurante Arábia, em São Paulo, onde aprendeu sobre funcionamento gerencial e onde, também, aperfeiçoou-se sobre a produção da gastronomia libanesa.

Misk – Cozinha Libanesa de Tradição chega com muito charme e sabor em casa

Rota Misk – Cozinha Libanesa de Tradição (@misk.gastronomia)

Preço: esfiha – R$ 4,00/ Kibe – R$6,00/ coalhada (200gr) – R$ 13,00/Aceita-se cartões, dinheiro ou transferência bancária.

Telefone: 82 99919-2232.

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