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Vamos de lambreta?

Os baianos amam lambreta. Dão o mundo pelo molusco redondo e carnudo. Ele é cozido no próprio caldo com tomate, cebola, e bastante coentro. Tradicionalmente, o caldinho de sabor aguçado é servido no copinho. Eu sou uma das alagoanas que aprecio, sem moderação, o parente da ostra. No bar Cachorro Engarrafado (@barcachorroengarrafado), o bichinho da água doce tem assento cativo, como também o sururu de capote com pirão, mas com reservas antecipadas para poder se esbaldar no prato mais alagoano.

Lambreta é servido com o próprio caldinho do molusco

A lambreta tem até história. Segundo Clenisson Alves, o Cleo, dono e chef do bar, nos meados da década de 70 foram iniciados os trabalhos do projeto Dique-Estrada, na orla lagunar de Maceió. Dentre outras ações estava a dragagem da lagoa e o aproveitamento da areia para aterrar parte da lagoa e evitar as enchentes no local. É dessa época que surgiu, em volume considerável, um molusco que, na falta de outro nome, foi denominado como “marisco redondo”. “Não é que ele não existisse antes da dragagem da lagoa. Só que a quantidade de areia retirada do fundo da lagoa foi tão grande que permitiu seu aparecimento em montante considerável”, relatou.

Ainda segundo o Cleo, só posteriormente que se identificou o “marisco redondo” como sendo a lambreta, fartamente consumida e muito popular em Salvador, na Bahia. Em Portugal ele é conhecido como “amêijoa”. Hoje, boa parte da lambreta retirada de nossa lagoa é exportada para Salvador.

Sururu de capote com pirão, tradição alagoana

Sururu de Capote é nosso prato mais alagoano e difícil de encontrar nos restaurantes, mas, no Cachorro Engarrafado basta encomendar com dois dias de antecedência para comer o molusco no casco no leite de coco. A tradição vem escoltada pelo pirão escaldado, porque não vai ao fogo. É uma mistura de farinha de mandioca no caldo quente do sururu. É de comer lambendo os beiços.

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Caldinho de feijão com bacalhau, uma receita de dona Mocinha, mãe do Cleo

O charque guisado encanta o paladar, supermacio, envolto no caldinho bem temperado e sal na medida certa. Para escoltar, a tradicional farofa  e feijão verde (este é de comer sem acompanhamento). Claro, Whisky, para quem ama, ou cerveja estupidamente glacial, porque  Cléo, chef da casa e das panelas, também aprecia uma gelada e, por sinal,  é bastante exigente na temperatura das cervas.

Charque guisado com arroz, feijão verde, farofa e arroz

Outro prato que merece atenção é a salada de bacalhau. O peixe em lascas, temperado no azeite, batatas, ovos e azeitona. Vem agraciado com arroz e feijão verde.

Salada de bacalhau, simples e saborosa

Rota Cachorro Engarrafado

Preço: Lambreta (12 unidades): R$ 25,00/ sururu de capote com pirão: R$30,00 / Aceita-se cartões

Funciona de terça a domingo, das 11h até as 20h/ Tem o sistema de pegue e leve das 11h até as 15h/ Telefone: 82 3357 4382

R. Cap. Marinho Falcão, 501 – Santo Eduardo

 

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1 comentário
  • Fernanda
    1 semana Atrás

    Q maravilha!! Amo lambreta desde d q morei em Salvador e não sabia q boa parte sai daqui d Maceió!! Nunca nem comi aqui, agora vou colar!! Gratidão!!!

Comentários desse post

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