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Caldinho do Vieira, imortal!

Nas garrafas térmicas não têm  café, mas contêm uma década de histórias do Caldinho do feijão do Vieira, com o tom acentuado do cominho e pimenta do reino, mais alagoano impossível. E o ritual não muda. Todos os dias, o garçom ao abrir uma dessas garrafas, o  líquido bem encorpado cai no copo de vidro esfumaçando, como se diz, pelando, simplesmente divino. Mesmo com o anúncio do fechamento do bar em outubro próximo, ainda sem dia e nem hora, o Caldinho do Vieira jamais morrerá da nossa memória.  E a boa notícia é que sua filha, Roberta dos Anjos, devera manter a tradição em um outro endereço.

As garrafas térmicas guardam caldinho de feijão do Vieira, tradição de 50 anos

Depois de anos eu retornei ao Vieira, e o clássico caldinho de feijão continua o mesmo, como também o sorriso e bom humor desse alagoano aue conta com o auxílio luxuoso das filhas Sheila, Roberta, a esposa Rita, e o genro Artur.  Com três netas, espera com felicidade a chegada do primeiro bisneto, Luiz Felipe.

Este bom senhor, de Pão de Açúcar, conquistou a capital alagoana com o caldinho de feijão bem temperado, e durante 50 anos nutriu de alegria várias gerações, de pais para filhos e netos. Também há um projeto, do deputado Bruno Toledo, para transformar o Caldinho do Vieira, em Patrimônio Imaterial de Alagoas.

Vieira chegou jovem em Maceió foi vendedor da Casas José Araújo, taxista e por fim dono do bar que leva seu nome

Trajetória – Vieira chegou em Maceió ainda jovem, seu primeiro emprego foi na Casas José Araújo, e ganhava prêmio de primeiro lugar como vendedor de tecidos, depois enveredou na vida de taxista. Como a nova profissão não rendia muito, em paralelo abriu uma mercearia, com sua esposa Rita de Cassia Vergetti dos Anjos. Os fregueses começaram a pedir petisco, aí entrou em cena o caldinho do feijão, uma receita de Maria José Viana, lá de Pão de Açúcar.

Carneiro guisado, com torradas na manteiga, outra preciosidade do Caldinho do Vieira

“Achei que estava muito simples, aí incrementei com manteiga do sertão e ovos cozidos”, conta Vieira. A receita é sucesso até os dias atuais. Por  semana são em média 80 litros de caldinho de feijão.  Nas panelas, vão 10 pimentões, 10 cebolas, 35 quilos de tomate, 35 ovos, 8 moios de coentro e muito feijão carioquinha para uma história saborosa.

O bar,  no bairro do Farol, fez sua história em torno do caldinho de feijão, seja para assistir as milhares de partidas de futebol dos campeonatos e das copas do mundo, seja para as conversas entre amigos. Mas nem precisava a bola rolar na telinha e nos clássicos no Pelé, sentar-se na mesa de bar para apreciar o caldinho, e ainda ter um dedo de proza com Vieira, uma autoridade da gastronomia popular de Maceió virou uma grife alagoana.

Por semana são consumidos 80 litros de caldinho de feijão

Os planos do Vieira para o futuro é viver tranquilamente ao lado de sua Rita de Cássia, não apenas aos domingos, mas todo santo dia. Como carrega o sobrenome de Anjos, merece curtir o paraíso, de preferência no mar, seu programa predileto.

No dia reportagem conheci a filha Sheila, mas ele também conta com o auxílio luxuoso da  filha Roberta, a esposa Rita, e o do genro Artur

Rota Caldinho do Vieira

Caldinho de feijão – De R$ 6,00 ( 100ml)/ R$30,00 meio litro

Antiga Rua Belo Horizonte (atual Professor Silveira), 882 – Farol – Telefone: 3241-3151 – Todos os dias 10 até 22 horas, domingo até as 21horas. Tem o sistema dec pegue e leve

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8 comentários
  • NELMA BARROS
    1 semana Atrás

    Bom dia Nide

    Excelentes recordações desse lugar e do divino caldinho. Vou voltar antes que mudem de endereço para registrar em foto e curtir mais um pouco desse bar icônico.

  • Fernando Pinto
    1 semana Atrás

    O nome da irmã do Vieira é Maria José dos Anjos pioneira criadora do Caldinho( feijão, camarão, peixe) em Pão de Açúcar com a mesma aceitação de seus frequentadores.

  • Lúcia Mendes
    1 semana Atrás

    Este Caldinho não é bom é MARAVILHOSO. quem toma um quer outro e outro. Quem conhece VOLTA.

  • Ailton Leão
    1 semana Atrás

    Conheço a mais de 40 anos. Somos uma família.
    Recomendo sem medo de errar.
    Pena que esteja com os dias contados, nesse endereço, por conta do problema nos bairros do Pinheiro, Bom Parto, Mutange e Bebedouro, causados pela Brastem.

  • Observador
    1 semana Atrás

    Tudo bem ! Mas, e os outros caldinhos do Alto do Céu, do Alto da Conceição, da Borracheira e das outras encostas não merecem a mesma importância e solidariedade ?!!!

  • Edvaldo
    6 dias Atrás

    Pessimo e caríssimo em casa minha esposa faz melhor, e um dos melhores caldinho de Maceió é do Ele Ela na cruz das almas.

  • Nelson
    5 dias Atrás

    Pra mim Alagoas tem dois caldinhos que são inigualáveis ! Caldinho do Vieira citado nesta matéria, e o caldinho do filé de Sirí do bar do Péu em Massagueira…. é de lamber os beiços.

  • Hélio Augusto
    3 dias Atrás

    Muito bem lembrado, o Caldinho do Vieira faz parte da nossa história.
    Nide, você sempre trazendo boas notícias: o fato de que ele permanecerá aberto em outro endereço é uma maravilha.
    Pelo menos desde a década de setenta que ele atende aos Maceioenses de maneira sempre simpática.
    Que ele se mantenha encorpado e quente como há décadas, sempre acompanhado de uma cervejinha gelada ou de uma boa caninha, além do bom e saudável bate-papo.

Comentários desse post

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