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Vamos de cuscuz de massa puba?

Na terça-feira, 13, postei em minhas redes sociais (@nidelins) a foto do cuscuz de massa puba que fiz para o meu café da manhã e até que a postagem foi bem curtida. Como as seguidoras Sandra Torres Apratto e Nice Lins solicitaram a receita, resolvi publicá-la no meu blog.  É muito simples. É, na verdade, a união da massa puba (amarela) com coco ralado e um pouco de sal, e  nada mais, além.

Da mandioca: Massa puba (amarela) e a Branca (Goma de tapioca)

A foto também trouxe lembranças para o meu leitor assíduo, Ingmar Alves. “Esse cuscuz de massa puba me traz lembranças de infância no bairro do Poço, da cozinha da minha Tia, e de tantos cheiros que ficam guardados na memória e vez ou outra são pinçados por uma fotografia. Nas casas, era comum coar café em pano, prensar a massa do cuscuz num pano de prato e cozinhar no “bafo”. O cuscuz de milho é uma tradição incontestável no Nordeste. Entretanto, o de massa puba, embora não seja unanimidade, é uma iguaria presente em muitas mesas, sobretudo nas alagoanas. O ritual do “rapa”(raspar)o coco, no ralador onde as pessoas sentam para apoiá-lo e sustentam com uma mão a parte que raspa o coco, é outra lembrança. Pronto; coco ralado, massa puba, pano, bafo e café coado: combinações inseparáveis”.

Receita do cuscuz de massa puba para fazer em casa sem glúten e sem lacotse

Depois das boas lembranças de Ingmar, vamos à receita do cuscuz de massa puba, farinha derivada da mandioca, de cor amarela e de leve sabor azedo.

Receita cuscuz de  massa puba

Ingredientes 

1 xícara de massa puba (gosto de comprar nas feirinhas e mercado da Produção)

1 xícara de coco ralado (natural)

Sal a gosto

Modo de preparar 

Misture coco com a massa puba, e adicione pouco sal.  Coloque na cuscuzeira em fogo baixo, quando começar a cheirar está pronto

Detalhe: Não molhe a massa porque a puba já é um pouco úmida e, com o vapor da cuscuzeira, o quitute fica molhadinho e fofo.

Sirva com manteiga e café .

 

 

 

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2 comentários
  • marcelo antonio elihimas
    3 anos Atrás

    Invariavelmente o cuscuz de massa puba me lembra o grande poeta paraibano, Zé da Luz, e seu poema, “AS Flô de Puxinanã”

    AS FLÔ DE PUXINANÃ

    Três muié ou três irmã,
    três cachôrra da mulesta,
    eu vi num dia de festa,
    no lugar Puxinanã.
    A mais véia, a mais ribusta
    era mermo uma tentação!
    mimosa flô do sertão
    que o povo chamava Ogusta.
    A segunda, a Guléimina,
    tinha uns ói qui ô! mardição!
    Matava quarqué cristão
    os oiá déssa minina.
    Os ói dela paricia
    duas istrêla tremendo,
    se apagando e se acendendo
    em noite de ventania.
    A tercêra, era Maroca.
    Cum um cóipo muito má feito.
    Mas porém, tinha nos peito
    dois cuscús de mandioca.
    Dois cuscús, qui, prú capricho,
    quando ela passou pru eu,
    minhas venta se acendeu
    cum o chêro vindo dos bicho.
    Eu inté, me atrapaiava,
    sem sabê das três irmã
    qui ei vi im Puxinanã,
    qual era a qui mi agradava.
    Inscuiendo a minha cruz
    prá sair desse imbaraço,
    desejei, morrê nos braços,
    da dona dos dois cuscús!

    E, falando em poeta já vem Graciliano, Palmeira dos Índios, sua bela obra São Bernardo, aí lembro que no Hotel São Bernardo, na Palmeira, de vez em quando sai um cuscuz de massa puba no café da manhã.

    • Josenilda
      1 ano Atrás

      Muito bom esse poema, estar de parabéns!!!!.

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